Perdi a virgindade aos 18 anos. Até aí, fui aquilo que se pode chamar um bicho do mato, julgo que nunca tive alguém a quem pudesse chamar com propriedade "namorada".
O primeiro beijo que dei - ou que me deram, inclino-me mais para essa hipótese - foi-me roubado. Os segundos, mais intencionais, foram-me impostos numa confusão de carnes e roupas e noites escuras, um rosto anónimo de uma miúda depressiva, se calhar uma gótica avant la lettre, quem sabe em que tribo a classificar, talvez a das material girls, eu não o sei, uma miúda magrizela, prima da namorada do João que suponho me terá beijado por desfastio ou apenas porque sim, teria eu uns 15 anos.
Até aí (e depois daí) por largos anos, a masturbação era o escape possível, noites e noites a queimar as pestanas à luz da lâmpada incandescente de 20 watts do candeeiro rocócó da mesinha de cabeceira estrategicamente colocado por sob o estrado da cama, a ler o Sexus do Henry Miller ou a Histoire d' O, o sexo retesado e dobrado nas mãos, os dedos exploratórios, por vezes frenéticos, os jactos de esperma cuidadosamente direccionados para não deixarem vestígios em qualquer superfície que pudesse ser escrutinável perante o olhar falconídeo da minha mãe.
Por largos anos, o onanismo. Depois, como que num passe de mágica, como que num rodar do caleidoscópio, a realidade alterou-se. Hoje, contabilizando por alto, acho que terei fodido cerca de 70 mulheres. Brasileiras, holandeses, portuguesas do norte, do sul e das ilhas (madeirenses e açorianas), americanas, guineenses, são-tomenses, angolanas, francesas, espanholas, em todas cravei bandeira. Núbeis ou geriátricas, obesas ou escanzeladas, mais do que mulheres bonitas (que as tive) ou esculturais (que também conquistei), o que nelas mais me fascinou foi sua a variedade: de estilos, de idades, de postura, de mentalidade, de vivência, de aspecto, de morfologia. Advogadas, oficiais das forças de segurança e militarizadas, estudantes, professoras (do básico, liceais e universitárias), consultoras, desempregadas, jornalistas, secretárias, administrativas, artistas plásticas, terapeutas, médicas, é como vos digo: variedade. E, como qualquer homem, sabe, a variedade é o sal da tesão.
O primeiro beijo que dei - ou que me deram, inclino-me mais para essa hipótese - foi-me roubado. Os segundos, mais intencionais, foram-me impostos numa confusão de carnes e roupas e noites escuras, um rosto anónimo de uma miúda depressiva, se calhar uma gótica avant la lettre, quem sabe em que tribo a classificar, talvez a das material girls, eu não o sei, uma miúda magrizela, prima da namorada do João que suponho me terá beijado por desfastio ou apenas porque sim, teria eu uns 15 anos.
Até aí (e depois daí) por largos anos, a masturbação era o escape possível, noites e noites a queimar as pestanas à luz da lâmpada incandescente de 20 watts do candeeiro rocócó da mesinha de cabeceira estrategicamente colocado por sob o estrado da cama, a ler o Sexus do Henry Miller ou a Histoire d' O, o sexo retesado e dobrado nas mãos, os dedos exploratórios, por vezes frenéticos, os jactos de esperma cuidadosamente direccionados para não deixarem vestígios em qualquer superfície que pudesse ser escrutinável perante o olhar falconídeo da minha mãe.
Por largos anos, o onanismo. Depois, como que num passe de mágica, como que num rodar do caleidoscópio, a realidade alterou-se. Hoje, contabilizando por alto, acho que terei fodido cerca de 70 mulheres. Brasileiras, holandeses, portuguesas do norte, do sul e das ilhas (madeirenses e açorianas), americanas, guineenses, são-tomenses, angolanas, francesas, espanholas, em todas cravei bandeira. Núbeis ou geriátricas, obesas ou escanzeladas, mais do que mulheres bonitas (que as tive) ou esculturais (que também conquistei), o que nelas mais me fascinou foi sua a variedade: de estilos, de idades, de postura, de mentalidade, de vivência, de aspecto, de morfologia. Advogadas, oficiais das forças de segurança e militarizadas, estudantes, professoras (do básico, liceais e universitárias), consultoras, desempregadas, jornalistas, secretárias, administrativas, artistas plásticas, terapeutas, médicas, é como vos digo: variedade. E, como qualquer homem, sabe, a variedade é o sal da tesão.

